PÁGINAS NOVA SAGRES

domingo, 26 de abril de 2020

Medo


No íntimo do ser há uma raiz que necessita ser arrancada; é a raiz do “medo do devir”, que nos perturba o agora.

Sem viver o agora não construímos o amanhã, motivo pelo qual o medo cristaliza as almas, mantendo-as empedernidas na “não ação”, em todas as dimensões da sua existência.

Aceitar, com convicção, o que há-de vir, com a certeza de que será o melhor, coloca-nos numa marcha de fluidez, aceitando que tudo será como tiver de ser, tudo durará apenas o período do propósito, tudo terá o devido peso e medida, sem qualquer agravamento adicional decorrente desse medo.

O entendimento do fluir com a vida é, por si só, gratificante para a alma.

Psicografada em 2020-04-24

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