PÁGINAS NOVA SAGRES

terça-feira, 10 de julho de 2018

Perda


O homem é ainda juvenil no que concerne à sua visão da perda, trazendo-lhe imenso sofrimento, o qual, por si só, devia ser suficiente para lhe mostrar que há algo de errado, carecendo de ser refletido e modificado.

Na sua limitada visão da vida e das coisas que o cercam, o homem é adverso à mudança e tem uma enorme resistência a aceitar perdas, sejam pessoas, sejam coisas, sejam condições e características pessoais como a saúde e a juventude.

Mas, no Universo, não se perde o que não se possui; muito pelo contrário, o que se alcança de perene é inalienável e jamais se perde.

Se o homem quer crescer em maturidade espiritual, deve refletir nos motivos das suas dores ante a perda, pois, certamente, há um grande equívoco que necessita ser corrigido.

Após esse ajuste de conceito, há um longo percurso de correção, pois, são imensas as situações em que o homem reage incorretamente por perdas, diretas ou indiretas, mormente por questões que, não sendo conscientemente avaliadas como perdas, o são efetivamente nas profundezas íntimas do ser.

Este trabalho só está concluído quando o homem aprender a fluir com a vida, de forma serena e harmónica.

O maior problema e a maior dificuldade é que o entrave e a luta do homem é consigo mesmo, pois, na génese de todas as dificuldades está o egoísmo, depurado de um instinto de preservação com séculos de refinamento, o qual, na maioria das vezes, tem subtilezas que o próprio homem desconhece.
Psicografada em 2018-06-22

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