O medo é
um excelente instrumento de auxílio ao homem de consciência ainda latente.
Auxilia-o a preservar-se, a acautelar-se, a precaver-se perante o desconhecido
ou situações adversas. Auxiliando no desconhecido, ajuda a assegurar a
existência na nova experiência; nas situações adversas, ajuda a preservar o
homem na melhor forma de as experienciar. Na aquisição do conhecimento e
consciência, o medo vai, lentamente, dando lugar à reflexão. Num futuro de
consciências despertas não existirá mais o medo, já que deixa de haver lugar à
existência adormecida. O homem, que quer acordar a sua mente e o seu espírito,
deve reflectir nos seus medos, pois, só essa reflexão lhe permitirá dissipá-lo,
lentamente, como um nevoeiro que subtilmente se vai para deixar um pleno dia de
céu azul.
Sem comentários:
Enviar um comentário