PÁGINAS NOVA SAGRES

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bocage




 

“Vós, crédulos mortais, alucinados

De sonhos, de quimeras, de aparências,

Colheis por uso erradas conseqüências

Dos acontecimentos desastrados.

 

Se à perdição correis precipitados

Por cegas, por fogosas impaciências,

Indo e cair, gritais que são violências

De inexoráveis céus, de negros fado.

 

Se um celeste poder tirano, e duro,

Às vezes extorquisse as liberdades,

Que prestava, ó Razão, teu lume puro?

 

Não forçam corações as divindades;

Fado amigo não há, nem fado escuro:

Fados são as prisões, são as vontades.”