PÁGINAS NOVA SAGRES

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

12.º ANIVERSÁRIO DA NOVA SAGRES


A Nova Sagres, comemorou ontem o seu 12.º aniversário. Honrando o seu Patrono, o Poeta, Kardec e Jesus, publicamos hoje o poema no qual teve origem o seu nome.




NOVA SAGRES

Pátria minha, porque me entendes morto,
E, portanto, acabado me presumes,
Estranhas que te fale deste porto,
Que deserto supões, e crês sem lumes.
Amar-te, todavia, é meu conforto,
Inda que em denso olvido tu me enfumes,
Porquanto o amor, que vero e bom se preza,
Pode esquecido ser, mas não despreza!
 
Deste plano mais alto, mais se avista,
E juízos se fazem mais isentos...
Tu, porém, me ressurges sempre, à vista,
Clara de sol e airada de bons ventos!
Mesmo que veja em ti sombra que exista,
Jamais fui de me dar a vãos lamentos.
Eu creio firmemente em teu destino,
Bem sofrido, talvez, mas peregrino!
 
Se d’algo prevenir-te assaz quisera,
É duma Nova Sagres que em ti nasce...
Escola que prepara a primavera
Dum novo dia que te surge à face.
Nova luz para a Europa, em nova era,
Quis Deus que do teu solo se elevasse:
Espírita, de certo, e Portuguesa,
Nossa Federação, nossa riqueza!
 
Helil apresta o Exército que reme...
Volve à trincheira o glorioso infante!
Portugal se reergue, qual gigante,
Do Velho Mundo novamente ao leme!
Cristo abençoa o pavilhão flamante
Que nos céus lusitanos brilha e treme:
Jesus, Kardec e Amor – lema sublime,
Nessa bandeira célica se imprime!
 
Excelsa vocação dum grande povo:
Mundos ocultos descobrir às gentes!
Agora, em mares de ideais, de novo
Tem-vos o mundo, ó bravos lusos crentes!
Não é debalde que vos canto e louvo,
Companheiros amados e valentes!
Deus salve a Lusitânia, nobre e santa!
Deus salve Portugal que se alevanta!...

LUÍS DE CAMÕES

 

(Extraído do Livro “Correio entre Dois Mundos” de Hernani T. Sant’Anna/Esp. Diversos)


 

Tempo da Regra Áurea


"Assim, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; esta é a lei  e os profetas."

 (S.Matheus cap.7 v.12)

 

Faremos hoje o bem a que aspiramos receber.

Alimentaremos para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles para connosco.

Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós.

Falaremos as palavras que gostaríamos de ouvir.

Rectificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros.

Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros.

Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos.

Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que dirijam perguntas.

Ampararemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem.

Trabalharemos e serviremos de moldes que reclamamos do esforço alheio.

Desculparemos incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido.

Conservaremos o nosso dever em linha recta e nobre, tanto quanto desejamos rectidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam.

Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós.

Faremos, enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam.

Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje.

* * *

Da obra: Opinião Espírita.

 Ditado pelo Espírito Emmanuel.

 CEC.