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QUEM SOMOS?

QUEM SOMOS?

O Grupo de Estudos Espíritas Nova Sagres é uma Associação constituída por pessoas da Maia e arredores, que se interessam pelo estudo, divulgação e a prática da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.

Nosso Objectivo:

NOSSO OBJECTIVO:

Contribuir, através do estudo e divulgação do Espiritismo, para que todos os habitantes deste nosso planeta Terra encontremos a razão da nossa existência.
De onde vimos, para onde vamos e porque estamos aqui hoje!
Porque é assim a nossa vida! O que poderemos fazer para a melhorar!

Horário

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> Segunda-feira: (Público)

19:00 às 20:45 - Atendimento Fraterno.
21:00 às 22:30 - Estudo Básico da Doutrina Espírita.

Nota: Na 1.ª Segunda-feira de cada mês, o Estudo será substituído pela exibição de um Filme ou Documentário de caracter Espiritualista.

> Terça-feira - Encerrado.

> Quarta-feira: (Público)
19:00 às 20:45 - Atendimento Fraterno.
21:00 - Exposição Espírita (Palestra) seguida de Passe.

> Quinta- feira: (Privado)
21:00 às 22:30 - Estudo Avançado.

> Sexta-feira: (Privado)
20:50 às 22:30 - Reunião de Trabalhadores.

> Sábado e Domingo - Encerrado.

> Atendimento por marcação - (fora do horário normal de atendimento)
Diamantino Cruz - Telem. 96 984 29 29





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domingo, 12 de maio de 2013

Pluralidade dos Mundos Habitados (Livro)


Advertência da 29º edição

 
Vinte anos se passaram desde a publicação da primeira edição desta obra. Quando, em 1862, jovem aluno-astrônomo no Observatório de Paris, recebi do editor deste estabelecimento o convite para imprimir minha obra primitiva, eu não me dava conta da repercussão que rapidamente encontrou no mundo dos leitores. Por mais interessante que me parecesse pessoalmente, a questão astronômica e filosófica da pluralidade dos mundos não me parecia suscetível de cativar a atenção popular. O acontecimento mostrou o contrário: vinte e nove vezes esta obra foi reimpressa na França durante estes vinte anos, e foi traduzida para as principais línguas da Europa, da Ásia e da América.

Depois deste lapso de tempo, pode-se refletir um instante neste fato, menos individual do que parece. A astronomia deixou de ser uma ciência abstrata, reservada somente a um pequeno número de praticantes. Tornou-se popular, conforme a esperança formulada por Arago há trinta anos, esperança que o engenhoso astrônomo não chegou a ver realizada. Até então as pessoas consideravam esta ciência  como inacessível, e além do mais desprovida de interesse direto, digno de prender útil e agradavelmente sua atenção. Hoje, começam a convencer-se de que se enganavam. O conhecimento do sistema do mundo é acessível a todas as mentes. O estudo do Universo é ao mesmo tempo interessante e importante. Nenhuma ciência abre horizontes tão vastos e pode melhor encantar a alma contemplativa que a bela, a divina ciência do céu. Nenhuma é tão indispensável para formar uma instrução positiva, real, exata; pois sem ela, vivemos como vegetais, sem saber o que nos faz viver, o que é esse sol cujos raios iluminam, adoecem e fecundam este planeta, o que é esta Terra sobre a qual repousam nossos pés, que forças a sustentam e levam-na pelo espaço, que leis regem os anos, as estações e os dias; vivemos sem saber quais são esses outros mundos que brilham acima de nossas cabeças, nem o que é o céu, essa extensão infinita no seio da qual se passam e se sucedem as várias existências de todos os mundos. A astronomia abrange, em seu estudo, o conjunto do Universo. Todos entendem agora que é preciso ter pelo menos uma noção elementar desse conjunto, para saber avaliar nosso mundo segundo seu justo valor, não mais tomá-lo como centro e fim da criação, nem manter idéias falsas apoiadas há tantos séculos sobre esta ilusão. Sem a astronomia, é impossível raciocinar, seja em filosofia, em religião, ou mesmo em política. Pois o destino do homem não é o mesmo se a Terra constitui sozinha o Universo, ou se ela não é mais que um ponto imperceptível perdido no Grande Todo: o deus dos exércitos deixa de receber piedosos holocaustos; a humanidade terrestre não é mais a única família do Criador;  o começo e o fim da Terra não são O começo e o fim do mundo; em suma, os princípios que acreditávamos absolutos são apenas relativos, e uma nova filosofia, grande e sublime, ergue-se sozinha sobre o conhecimento moderno do Universo.

Sinto-me refiz, de minha parte, de ter podido servir para inaugurar esta nova filosofia, tornando o estudo da astronomia tão popular quanto possível. Desde a primeira edição desta obra, sempre tive o cuidado de manter as novas edições ao coerente dos progressos constantes da ciência. Ao longo das obras sucessivas persegui, ele ano em ano, segundo diferentes pontos de vista, a solução da mesma tese, e vi com alegria que estas obras não foram menos favoravelmente acolhidas que esta. Não experimento nenhum sentimento de mesquinha vaidade, mas sim uma alegria profunda em observar que os homens começam a ter a idade da razão, refletem, deixam pouco a pouco os ídolos para se aproximar da Verdade.

Passar-se-ão muitos anos, séculos ainda, antes que esta singular humanidade terrestre adquira totalmente o uso da razão, antes que ela saiba se conduzir, antes que ela deixe de nos oferecer espetáculos semelhantes aos que vimos se desenrolar em nossa própria pátria, há apenas doze anos, e que continuam a se reproduzir por toda a humanidade "civilizada", antes que ela se erga, enfim, acima da animalidade, para tornar-se um pouco espiritual e manifestar gostos intelectuais. Mas, quanto mais difícil é o progresso, mais enérgicos devera ser nossos esforços. Trabalhemos, pois, de comum acordo para educar esta raça ainda bárbara, para libertá-la do jugo da ignorância, para propagar em seu seio as sementes da verdade e do bem, e para multiplicar o número daqueles que, saindo do caminho estreito, conheçam outra coisa que não os apetites materiais e sintam desenvolver-se em si uma alma responsável chamada a destinos superiores.

Camille Flammarion, Paris, 1882

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