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QUEM SOMOS?

QUEM SOMOS?

O Grupo de Estudos Espíritas Nova Sagres é uma Associação constituída por pessoas da Maia e arredores, que se interessam pelo estudo, divulgação e a prática da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.

Nosso Objectivo:

NOSSO OBJECTIVO:

Contribuir, através do estudo e divulgação do Espiritismo, para que todos os habitantes deste nosso planeta Terra encontremos a razão da nossa existência.
De onde vimos, para onde vamos e porque estamos aqui hoje!
Porque é assim a nossa vida! O que poderemos fazer para a melhorar!

Horário

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> Segunda-feira: (Público)
19:00 às 20:45 - Atendimento Fraterno.
21:00 às 22:30 - Estudo Básico da Doutrina Espírita.

Nota: Na 1.ª Segunda-feira de cada mês, o Estudo será substituído pela exibição de um Filme ou Documentário de caracter Espiritualista.

> Terça-feira - Encerrado.

> Quarta-feira: (Público)
19:00 às 20:45 - Atendimento Fraterno.
21:00 - Exposição Espírita (Palestra) seguida de Passe.

> Quinta- feira: (Privado)
21:00 às 22:30 - Estudo Avançado.

> Sexta-feira: (Privado)
20:50 às 22:30 - Reunião de Trabalhadores.

> Sábado e Domingo - Encerrado.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mistificação no meio espírita

"Nada, absolutamente nada, ocorre por acaso. Quem se dedica à mediunidade deve, pois, manter-se vigilante e não ignorar jamais a advertência de Erasto contida no cap. XX, item 230, d´O Livro dos Médiuns: “Melhor será repelir dez verdades do que admitir uma única mentira, uma só teoria falsa”. “As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe – afirma Divaldo P. Franco –, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça.” (Moldando o Terceiro Milênio, de Fernando Worm, cap. 7, pág. 62.)"

"A prática espírita, como todos sabemos, não está livre da mistificação, porquanto aprendemos, com o estudo da escala espírita, que existem Espíritos levianos, ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros, que se metem em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. "Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas." (O Livro dos Espíritos, questão no 103.)
Esses Espíritos podem estar desencarnados ou encarnados, o que quer dizer que a mistificação pode ser proveniente do médium, o que não é, porém, muito comum no meio espírita sério.
Allan Kardec assevera que a mistificação é fácil de evitar. Basta, para isso – ensina o Codificador –, não exigir do Espiritismo senão o que ele pode e deve dar, que é a melhoria moral da Humanidade. "Se vocês não se afastarem daí, não serão jamais enganados", advertiu o Espírito de Verdade, que no mesmo passo esclareceu: "Os Espíritos vêm instruí-los e guiá-los no caminho do bem e não no caminho das honras e da fortuna, ou para servirem suas mesquinhas paixões. Se não lhes pedissem jamais nada de fútil ou fora de suas atribuições, não dariam oportunidade alguma aos Espíritos enganadores; donde vocês devem concluir que quem é mistificado tem apenas o que merece." (O Livro dos Médiuns, cap. XXVII, item 303, 1a pergunta.)
Na mesma obra e no mesmo item, o Espírito de Verdade afirma que "Deus permite as mistificações para provar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que fazem do Espiritismo um objeto de divertimento". (L.M., cap. XXVII, item 303, 2a pergunta.)


– Além das advertências e recomendações já referidas, Allan Kardec nos fornece seguras orientações a respeito do tema no cap. XXIV, item 268, d' O Livro dos Médiuns, do qual extraímos os apontamentos seguintes:

a) entre os Espíritos, poucos há que têm um nome conhecido na Terra; por isso é que, na maioria das vezes, eles nenhum nome declinam;

b) como os homens, quase sempre, querem saber o nome do comunicante, para os satisfazer o Espírito elevado pode tomar o de alguém que é reverenciado na Terra. Não quer isso dizer que se trata, nesse caso, de uma mistificação ou uma fraude. Seria sim, se o fizesse para nos enganar, mas, quando é para o bem, Deus permite que assim procedam os Espíritos da mesma categoria, porque há entre eles solidariedade e analogia de pensamentos. Ocorre ainda que muitas vezes o Espírito evocado não pode vir, e ele envia então um mandatário, que o representará na reunião;

c) quando Espíritos de baixo padrão moral adotam nomes respeitáveis para nos induzirem ao erro, não é com a permissão dos Espíritos indevidamente nomeados que eles procedem. Os enganadores serão punidos por essa falta. Fique certo, todavia, que, se não fôssemos imperfeitos, não teríamos em torno de nós senão bons Espíritos. Se somos enganados, só de nós mesmos nos devemos queixar;

d) existem pessoas pelas quais os Espíritos superiores se interessam e, quando eles julgam conveniente, as preservam dos ataques da mentira. Contra essas pessoas os enganadores nada podem. Os bons Espíritos se interessam pelos que usam criteriosamente da faculdade de discernir e trabalham seriamente por melhorar-se. Dão a esses suas preferências e os secundam;

e) os Espíritos superiores nenhum outro sinal têm, para se fazerem reconhecer, além da superioridade das suas idéias e da sua linguagem. Os sinais materiais podem ser facilmente imitados. Já os Espíritos inferiores se traem de tantos modos, que seria preciso ser cego para deixar-se iludir. Os Espíritos só enganam os que se deixam enganar;

f) há pessoas que se deixam seduzir por uma linguagem enfática, que apreciam mais as palavras do que as idéias e que, muitas vezes, tomam idéias falsas e vulgares como sublimes. Como podem essas pessoas, que não estão aptas a julgar as obras dos homens, julgar as dos Espíritos?;

g) quando as pessoas são bastante modestas para reconhecerem a sua incapacidade, não se fiam apenas em si; quando, por orgulho, se julgam mais capazes do que o são, trazem consigo a pena da vaidade tola que alimentam. Os mistificadores sabem perfeitamente a quem se dirigem. Há pessoas simples e pouco instruídas mais difíceis de enganar do que outras, que têm finura e saber. Lisonjeando-lhes as paixões, fazem eles do homem o que querem."

Tipos de Mensagens Espíritas - O livro dos médiuns

Dividindo o livro em duas partes, Allan Kardec buscou, nos primeiros capítulos, lançar as “Noções Preliminares” do seu estudo, levantando as vigas sobre as quais todo o texto seguinte se sustentaria.

É assim que, questionando e demonstrando a existência dos Espíritos como condição primeira dos fenómeno mediúnicos, ele revela que esses acontecimentos não fazem parte da faixa do “maravilhoso ou sobrenatural”, mas obedecem a leis naturais e têm acontecido em todos os tempos, desde as recuadas épocas, como atestam os registros históricos de um sem numero de povos e religiões. Também apresenta e analisa os métodos de abordagem dos fenômenos, destacando o que melhor se aplica à prática espírita, e analisa os sistemas alternativos empregados para explicar as comunicações espíritas, revelando suas fragilidades.

“Das manifestações espíritas” é o titulo da segunda parte da obra. Estudando a ação os espíritos sobre a matéria, Kardec classifica as manifestações em dois grandes grupos: as físicas e as inteligentes, apresentando teorias e análises criteriosas sobre como alguns fenômenos se processam. Analisa, também, a natureza grosseira, frívola, séria ou instrutiva das comunicações, estudando a linguagem dos Espíritos e as diversas características e especialidades de médiuns (videntes, aqueles que vêem Espíritos; audientes, aqueles que os ouvem, etc), ensinando como a identificação das possibilidades individuais é caminho seguro para uma boa prática da mediunidade.

Ainda nesse passo, o mestre francês se ocupa da formação e desenvolvimento da mediunidade, mostrando seus possíveis inconvenientes e perigos, estudando o papel e também a influência moral dos médiuns nas comunicações, bem como do meio onde este se encontra, e abordando, ainda, questões como obsessão (a influência persistente, incômoda e indesejável de um Espírito sobre outro), charlatanismo (quando pessoas se fazem de médiuns iludindo a boa fé das pessoas) e outras de igual importância, indicando sua sensibilidade na percepção da abrangência e complexidade da experiência mediúnica.

TIPOS DE COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS
O Livro dos Médiuns nos ensina a classificar as comunicações que recebemos dos Espíritos em quatro categorias:

Comunicações Grosseiras. Ferem o decoro e só podem provir de Espíritos das classes mais inferiores. Podem ser triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e até mesmo ímpias, dependendo do caráter do Espírito comunicante.

Comunicações Frívolas. São dadas por Espíritos levianos, zombeteiros ou maliciosos, que não se preocupam com a verdade e nem dão importância ao que dizem. Saem às vezes com tiradas espirituosas e mordazes, misturando muitas vezes brincadeiras banais com duras verdades. Espíritos levianos costumam aproveitar todas as ocasiões de se intrometerem nas comunicações.

Comunicações Sérias. Tratam de assuntos graves, são ponderadas, não contém traços de frivolidade nem de grosseria. Elas são sempre úteis, mesmo que para uma finalidade particular. Pode conter erros, pois os conhecimentos dos Espíritos são limitados ao seu grau evolutivo. Por isso todas as comunicações recebidas devem ser analisadas à luz da razão e da lógica.

Comunicações Instrutivas. São as comunicações serias que têm por finalidade principal algum ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc. Podem ser mais ou menos profundas, mas seu alcance é geral ou, algumas vezes, universal.

Adverte O Livro dos Médiuns: “Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e perseverem, deixando aos Espíritos levianos o cuidado de divertir os que só vêem nas comunicações uma forma de distração passageira